A existência do
demônio
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Na oração a São Miguel Arcanjo, rezamos: Sancte Michael Archangele, defende
nos in proelio, contra nequitiam
et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae coelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem
animarum pervagantur in
mundo, divina virtute, in infernum
detrude. Amen. [“São
Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra as
maldades e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder
Divino, precipitai ao inferno a satanás e a todos os espíritos malignos, que
vagam pelo mundo para perder as almas. Amém.”].
Tanto a Tradição e o Magistério, como se vê por esse exemplo
tirado da liturgia, quanto a própria Escritura Sagrada não deixam dúvidas
quanto à real existência do demônio. A existência do diabo nunca foi negada por nenhum Papa, nenhum Concílio, nem nunca foi posta em dúvida por qualquer
heresiarca. Sem dúvida alguma é uma verdade “de Fide Divina et
Catholica” pelo Magistério Ordinário da Igreja. Logo, é um dogma de fé” (J. E. Martins Terra, S.J. “Existe
o Diabo? Respondem os Teólogos”. Ed. Loyola, 1975, p. 277-278). Além dessa heresia de negação da existência do demônio, ou ainda
da falsa interpretação de que ele não existe como um ente, mas que seria
apenas “uma representação simbólica de nossos maus pensamentos”, outra causa
importante do esquecimento do diabo foi a eliminação
da oração a São Miguel Arcanjo do final da Missa, oração esta que havia sido
incluída pelo Papa Leão XIII, após ter uma revelação individual. Há inúmeros
depoimentos de que essa oração, especialmente quando rezada em latim, possui
um enorme poder contra o Maligno. Sobre a sua supressão na Missa, assim
lamenta-se Georges Huber
em seu livro “O diabo, hoje” (Ed. Quadrante, 1999, p. 13): “A oração a São Miguel foi suprimida na última reforma
litúrgica. Há quem pense que, sendo tão apropriada para conservar entre os
fiéis e os sacerdotes a fé na presença ativa dos anjos bons e dos anjos maus,
essa oração mereceria ser reintroduzida, ou na
liturgia das horas ou na oração dos fiéis na Santa Missa. Como afirmava João
Paulo II em 24 de maio de 1987, no santuário de São Miguel Arcanjo no monte Gargano, "o demônio continua vivo e ativo no
mundo". As hostilidades não cessaram, os
exércitos de Satanás não se desmobilizaram. Portanto, a oração continua a ser
necessária”. Dizer que o diabo não existe é, por
si só, uma ação diabólica! Seria como dizer à população de nossa cidade que
ela não precisaria mais se preocupar com assaltantes, porque esses não estão
mais agindo por aqui. Assim, ninguém mais se preocuparia com alarmes, trancas
e cercas; e o espaço estaria livre para os maiores assaltos! São Miguel Arcanjo,
defendei-nos dos assaltos do demônio! Texto escrito por em Abril de 2007, Curitiba – PR. Para recomendar esta página a alguém, clique no escudo acima. |