A Mesa do Velho
Avô
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Um
frágil e velho homem foi viver com ¾ Nós temos que fazer algo a respeito do
vovô, disse o filho. Já tivemos bastante leite derramado, muita comida no
chão e sempre o ouvimos comer ruidosamente. Assim, o marido e a esposa prepararam uma pequena mesa num
canto da sala. Lá, o ancião comia sozinho, enquanto o resto da família desfrutava
o jantar. Desde que o avô tinha quebrado uns pratos, a comida dele ficou
sendo servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na
direção do vovô, às vezes percebia lágrimas em seus olhos por estar só. Ainda
assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências quando
ele derrubava um garfo ou derramava comida. O neto assistia tudo em silêncio.
Uma noite, antes da ceia, o pai notou que ¾ O que você está fazendo? Da
mesma forma dócil o menino respondeu: ¾ Estou fazendo uma pequena tigela para
você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer, e continuou a trabalhar. As palavras do menino golpearam os pais, que ficaram mudos.
Então, lágrimas começaram a fluir Naquela noite, o marido pegou a mão do vovô e, com suavidade,
conduziu-o à mesa familiar. Pelo resto dos seus dias de vida, o vovô comeu
sempre com a família. E por alguma razão, nem o marido nem a esposa pareciam
se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a
toalha da mesa tinha ficado suja. As
crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas
orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam mensagens que elas
absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em
nossa casa, para nossos familiares, elas imitarão aquela atitude pelo resto
de suas vidas. E os pais sábios percebem isso diariamente, que o alicerce
está sendo construído para o futuro da criança. (Diário de Guarapuava, 5 de julho de 2000, p. 4) Para recomendar esta página a alguém, clique no escudo acima. |