Bem-Aventurados os
Humildes
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“Bem-aventurados os
humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3). Foi no século dezenove. O arcebispo
de Viena resolveu fazer uma visita a alguns dos seus fiéis. Preparada sua comitiva aprestou-se para
a viagem. O primeiro local que deveria visitar seria o castelo de Vivarais.
Os donos do castelo avisados
antecipadamente passaram a aguardar o ilustre visitante, esmerando-se em
detalhes, a fim de que tudo transcorresse sem qualquer transtorno. Ao cair da tarde daquele mês de
março apresentou-se no palácio um pobre sacerdote pedindo pousada. Como todos os aposentos já se
encontravam reservados para os visitantes, os donos do castelo pediram aos
criados que conduzissem o pedinte a um dos alpendres, junto às cavalariças. Algum tempo depois chegaram ao
solar os vigários que constituíam a comitiva do arcebispo. Foram recebidos,
regiamente, pelo fidalgo e família, mas logo se admiraram Perguntando por ele, receberam dos
senhores do castelo a resposta de que ele ainda não aparecera. Não é possível, falou um dos
padres. Fomos obrigados a nos retardar um pouco e ele tomou a dianteira.
Devia ter chegado à nossa frente. Foi então que os anfitriões se
recordaram do sacerdote recolhido próximo às cavalariças. Imaginando que ele
poderia em sua jornada ter cruzado com o arcebispo, resolveram pedir aos
criados que lhe fossem indagar a respeito. Quando alguns dos integrantes da
comitiva ouviram a referência a um outro sacerdote, perguntaram: quem é o
religioso a quem se refere o nobre senhor? Ora, respondeu o senhor de Vivarais, é um sacerdote muito pobre que nos bateu à
porta, pedindo agasalho por uma noite. A um só tempo, falaram os vigários
presentes: "é ele". Verdadeiramente, o pobre recebido,
por caridade, no luxuoso castelo não era outro senão o grande arcebispo de
Viena. Assim portava-se e tão humilde era,
que não se apresentava jamais com seus títulos e roupas elegantes.
Os homens essencialmente grandes
não se importam com honrarias e suntuosidades. Delas não necessitam para mostrarem
seu valor, porque que este é intrínseco e aflora, onde quer que se encontrem. Assim foi Jesus Cristo, que
escolheu a quietude de uma noite silenciosa para nascer, num estábulo, tendo
como teto a abóbada celeste e como primeiros visitantes os homens simples que
pastoreavam no campo. E escolheu para morrer a cruz,
submetendo-se às maiores humilhações. Nada que Lhe denunciasse a glória
aos olhos humanos. E, com essa humildade absoluta,
Jesus Cristo é a Luz do mundo, o Salvador da humanidade, o Pão da Vida, a segunda pessoa da Santíssima
Trindade, e, como tal, o nosso próprio... Deus!
“Portanto, se há alguma
exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do
Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,... ...nada façais por
contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros
superiores a si mesmo” (Fp 2:1,3). Para recomendar esta página a alguém, clique no escudo acima. |