Crer e Agir
|
|
Um viajante
caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava
uma forma de chegar até o outro lado, onde seu pai o estava aguardando. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no
horizonte. De repente, percebe a presença de um homem, aproximando-se de
barco e se oferecendo para transportá-lo. Tratava-se de um velho e simpático
barqueiro.
O pequeno barco, no qual a travessia seria realizada, era provido
de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu
o que pareciam ser letras Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles
nomes originais dados aos remos. O barqueiro, sem falar uma palavra, pegou o remo no qual
estava escrito CRER, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar
voltas sem sair do lugar Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos,
movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado igualmente por ambos os
lados, passou a navegar com segurança através das águas do lago, chegando de
forma tranqüila à outra margem. Então o barqueiro disse ao viajante: ¾ “Talvez
o senhor não tenha observado, mas o nome deste barco é ‘VERDADE’. Para que o
barco da VERDADE navegue seguro e alcance o seu destino, é preciso que
utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, isso é, o
‘CRER’ e o ‘AGIR’, simultaneamente”. O homem, então, percebeu que as palavras do barqueiro eram
sábias, e que não se limitavam àquele pequeno barco apenas, mas a uma forma
cordata e inteligente de conduzir as nossas vidas. Na realidade, não basta
apenas termos fé (‘CRER’), senão o barco ficará rodando em círculos, mas as
obras são também extremamente necessárias (‘AGIR’), para que tenhamos o
movimento na direção certa e alcancemos com segurança o nosso destino. ¾ “CRER e
AGIR!”, exclamou o
homem ao velho barqueiro, “impulsionar
sempre os dois remos, com força e com vontade, superando as ondas e os
vendavais da vida!”. O barqueiro então, já esboçando em seu rosto um sorriso de
satisfação por ter conseguido transmitir a mensagem, pergunta a seu
passageiro: ¾ “E
você, tem ‘remado’ na sua vida sempre com os dois remos?”. E prosseguiu: ¾
“Verifique se o barco da VERDADE está parado no meio do caminho ou andando em
círculos, pois se este é o seu caso, é hora de tomar uma decisão e
impulsioná-lo com força e com vontade, valendo-se sempre dos dois remos, pois
fé e obras devem se mover em paralelo. Esse é o grande segredo da boa
navegação: CRER e AGIR”. Nesse instante, o barco alcança a outra margem do lago, onde
havia um homem de barba, que encontrava-se sorrindo
e de braços bem abertos, prontos para abraçar, bem apertado, o Ora, sem FÉ é
impossível agradar a Deus; porque
é necessário que aquele que se aproxima de Deus CREIA que ele
existe, e
que é galardoador[*] dos que o buscam (Hebreus 11, 6). [*] Nota: É doutrina padronizada
do Novo Testamento que há um galardão à
espera dos justos, como há castigo para os
iníquos. Veja também I Cor
3, 14 e II Tim 4, 8. Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas OBRAS (Mateus 16, 27). Eu sou o caminho, e a VERDADE, e a
vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14, 6) Para recomendar esta página a alguém, clique no escudo acima. |