Haja o que Houver
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Na
Romênia, um homem dizia sempre a "Haja
o que houver, eu sempre estarei a seu lado". Houve,
nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções
lá existentes nesta época. Estava nesta hora este homem
Tomado
de uma enorme tristeza, ficou ali ouvindo a voz feliz de O portão
(que não mais existia). Corredor... Olhava as paredes, aquele rostinho
confiante. Passava
pela sala do 3°. ano, virava o corredor e o olhava
ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto.
Portão... Corredor... Virou à
direita... e parou em frente ao que deveria ser a
porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um
pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado... E
continuava a ouvir sua promessa: "Haja o que houver, eu sempre estarei com você". E ele não estava... começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais,
que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá
dizendo: ¾ Vá para casa. Não adianta, não
sobrou ninguém. ¾ Vá para casa. Ao que
ele retrucava: ¾ Você vai me ajudar? Mas
ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os
Policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance
de ter sobrado ninguém com vida. Havia outros locais com mais esperança. Mas
este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para
as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era: ¾ Você vai me ajudar? Mas eles
também o abandonavam. Chegaram
os bombeiros, e foi a mesma coisa... ¾ Saia daí, não está vendo que não
pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas
que queiram te ajudar pois continuam havendo
explosões e incêndios.
Ele retrucava: ¾ Você vai me ajudar? ¾ Você está cego pela dor não enxerga
mais nada. Ou então é a raiva da desgraça. ¾ Você vai me ajudar? Um a um
todos se afastavam... Ele
trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se
afastava dali. 5 h. 10 h. 12 h. 22 h. 24 h. 30 h. Já exausto, dizia a si
mesmo que precisava saber se ¾ Pai... estou
aqui! Feliz
fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou: ¾ Você está bem? ¾ Estou. Mas com sede, fome e muito
medo. ¾ Tem mais alguém com você? ¾ Sim, dos 36 da classe, 14 estão
comigo. Estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem. Apenas
conseguia se ouvir seus gritos de alegria . ¾ Pai, eu falei a eles... Vocês podem
ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu
dizia a toda hora: Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado! ¾ Vamos, abaixe-se e tente sair por
este buraco. Não! Deixe eles saírem primeiro... Eu
sei que haja o que houver... Você estará me esperando!
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