Marcos 11.24

 

 

“...tudo quanto em oração pedirdes,

crede que recebestes,

e será assim convosco.”

 

 

Quando o meu filho tinha uns oito ou nove anos de idade, a avó, que mora em uma pequena cidade dos Estados Unidos, prometeu-lhe um álbum de selos para o Natal.

 

Chegou o Natal, mas nada do álbum, e nenhuma comunicação por parte da vovó. Contudo o assunto não foi comentado; mas quando os amiguinhos vieram ver seus presentes, fiquei surpreso – depois de ter enumerado os vários presentes recebidos, ele acrescentou:

 

¾ E um álbum de selos, da vovó!

 

Depois de ouvir isso por diversas vezes, chamei-o e lhe disse:

 

¾ Mas Carlinhos, você não recebeu o álbum. Por que está falando assim?

 

Houve um olhar de surpresa em seu rosto, como se estivesse achando estranho que eu lhe fizesse aquela pergunta. E respondeu:

 

¾ Bem, papai, mas se a vovó diz que manda, é a mesma coisa.

 

E eu não tive o que dizer.

 

Passou-se um mês e nada se ouviu do álbum. Um dia, finalmente, pensando em meu coração por que o álbum não teria vindo, eu lhe disse, para provar sua fé:

 

¾ Carlinhos, eu acho que a vovó se esqueceu da promessa.

 

¾ Não, papai, disse ele com firmeza, não esqueceu, não!

 

Olhei para a carinha confiante, que por um momento ficou séria e grave, como se ele estivesse considerando no íntimo a possibilidade do que eu havia sugerido. A seguir o seu rosto iluminou-se e ele me disse:

 

¾ Papai, será que eu poderia mandar um e-mail para a vovó, agradecendo o álbum?

 

¾ Acho que sim, respondi, pode mandar o e-mail.

 

Uma rica verdade espiritual começou a raiar no meu horizonte. Em poucos minutos uma mensagem de e-mail estava pronta e... enviada! E lá foi ele assobiando, confiante na vovó. Poucas horas depois, chegou a resposta ao e-mail, com uma mensagem dizendo:

 

 

“Querido Carlinhos, não me esqueci da promessa. Procurei um álbum como você desejava, mas não o encontrei. Então encomendei um de Nova Iorque, mas só chegou depois do Natal, e ainda não era como você queria. Já pedi outro, mas como ainda não chegou, estou transferindo agora um dinheiro para aí, a fim de que você mesmo possa comprar um, bem do jeito que você o imagina.

Com amor, Vovó”.

 

 

Enquanto lia a mensagem, estampava no rosto um ar de vitória.

 

¾ Está vendo, papai, eu não lhe disse?

 

 

E esta frase saía do fundo de um coração que não duvidara, e que em esperança crera “contra a esperança”, que o álbum viria. Enquanto ele confiava, a vovó trabalhava, e no tempo próprio, a fé tornou-se vista.

 

É tão próprio de nós, seres humanos, querermos ver imediatamente a resposta de Deus, quando agimos baseados nas suas promessas. Mas o Salvador disse a Tomé e a todos os que, como ele, também duvidam:

 

“Bem aventurados os que não viram e creram”.

 

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