O Caminhoneiro e o
Filho
|
|
Um belo
dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro, chega em casa todo orgulhoso e
chama sua esposa para ver o lindo caminhão que comprara depois de longos e
árduos 20 anos de trabalho.
Era o
primeiro que conseguira comprar depois de tantos anos de sufoco e estrada. A
partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão. Ao chegar
à porta de sua casa, encontra seu filhinho de 4 anos, martelando alegremente
a lataria do reluzente caminhão. Irado e aos berros pergunta o que o filho
estava fazendo e, sem hesitar, completamente fora de si, martela
impiedosamente as mãos do garoto, que se põe a chorar desesperadamente sem
entender o que estava acontecendo. A mulher
do caminhoneiro, corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer. Chorando
junto ao filho, consegue trazer o marido à realidade, e juntos levam o garoto
ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados. Passadas
várias horas de cirurgia, o médico desconsolado e bastante abatido, chama os
pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão, que todos os
dedos da criança tiveram que ser amputados. Porém, o menino era forte e
resistira bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto. Ao
acordar, o menino ainda sonolento esboçou um sorriso e disse ao pai: ¾ “Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu
caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo!” O pai,
enternecido e profundamente arrependido, deu um forte abraço no filho e disse
que aquilo não tinha mais importância. Não estava bravo e sim arrependido de
ter sido tão duro com ele e que a lataria do caminhão não tinha estragado.
Então o garoto com os olhos radiantes perguntou: ¾ “Quer dizer que não está mais bravo comigo?” ¾ “É claro que não!”, respondeu o pai. Ao que o
menino pergunta: ¾ “Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão
nascer de novo?”
Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos, e muitas vezes não podemos
"sarar" a ferida que deixamos. Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes, a fim de evitar que os danos sejam
irreversíveis. Para recomendar esta página a alguém, clique no escudo acima. |