O Pensamento Positivo dos Cristãos

 

 

Lançai todos os vossos cuidados no seio de Deus, e Ele vos nutrirá;

não permitirá que o justo seja sempre o joguete da tempestade

(veja Salmos 55,22).

 

 

Nos dias de hoje, muito se tem falado no “poder do pensamento positivo”.

 

Entretanto, os Cristãos não devem confundir “positivo” com “otimista”: até as pessoas mais otimistas freqüentemente carregam consigo (mesmo que seja em pequeno grau), algum tipo de incerteza. Ser totalmente positivo, entretanto, é não deixar espaço algum em nossos pensamentos para qualquer dúvida em relação à Providência Divina (veja Tiago 1,6; Filipenses 4,8).

 

E isso implica na decisão de tomarmos consciência, com total convicção, de que Deus está nos guiando continuamente, em todas as circunstâncias da vida (Isaías 43,1-5; Josué 1, 5-6; Josué 1,9; Êxodo 33,13-14; II Crônicas 15,2; Mateus 28,20; I Corintios 3,16).

 

E quando (apesar de todas as aparências externas) nós permanecemos positivamente seguros de que Deus está sempre nos iluminando e amparando em todo tempo e lugar, passa a haver então, em nossas vidas, uma significativa mudança de foco: ao invés de ficarmos centrados em pedir a Deus o que mais desejamos, começamos a simplesmente nos concentrar nEle, aceitando-O em nossas vidas. Agindo assim, nós seremos então providos de tudo mais, como o próprio Jesus nos prometeu:

 

Buscai, pois, primeiro o reino de Deus e uma vida santa,

e o resto, isto é, os meios temporais necessários,

ser-vos-ão dados por acréscimo

(veja Mateus 6,33).

 

 

Para os Cristãos, portanto, positivos são os justos que se entregam totalmente à Providência Divina (Salmos 37,5), confiando que nosso Pai Celeste nos ama infinitamente e quer sempre o melhor para cada um de nós (Salmos 84,12).

 

Assim peçamos (antes de qualquer outra coisa) que Ele nos santifique (veja João 8,12), isso é, que nos torne limpos; e que possamos tratar de cumprir, com Seu auxílio, o dever de levar nossa cruz de cada dia (Mateus 16,24), entregando o resto à Sua solicitude e zelo (veja Salmos 37,5).

 

 

Texto escrito por

Marcos de Lacerda Pessoa

em setembro de 2006.

 

 

 

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