O Poder da
Intercessão
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“Está doente (ou aflito, ou angustiado) algum de vós? Chame os
anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o
com óleo Certa vez, na sala de espera de um consultório médico, sentei
ao lado de uma senhora encantadora, mas que me pareceu bastante enfraquecida
e muito sofrida. Ao perceber o meu claro desconforto por eu ter notado o seu
debilitado estado de saúde, ela sorriu para mim e perguntou: - “Por que você acha que Deus ainda está me mantendo viva?”. Como eu não soube responder, não lhe disse nada, apenas lhe
retribuí o amável sorriso. Ela passou
então a me contar que o seu único filho havia roubado todo o dinheiro que ela
possuía, para gastá-lo com as drogas. Em seguida, falou dos inúmeros
problemas que tem enfrentado com o filho, até que decidiu concluir,
respondendo à própria pergunta que me fizera, dizendo: - “Deus está me mantendo viva para que eu ore por meu filho”. Aquela conversa com a piedosa senhora pôs-me a pensar. Muitas
vezes, nós nos sentimos impotentes por causa de uma pessoa querida que esteja
enfrentando uma situação difícil e que nos parece estar irremediavelmente
perdida. Todavia, como aquela senhora me indicou (e como nos Ensina o Livro
do Eclesiástico 18,22): sempre podemos orar! Agora imagine você, por exemplo, que a mãe de seu melhor amigo
acabou de receber a notícia de que ela possui uma doença gravíssima e
incurável. Seu amigo está desesperado e você logo pensa: “o que posso fazer
para ajudar?”. Ou suponha que o seu vizinho, de quem você gosta muito, fez um
negócio errado e acabou perdendo tudo aquilo que possuía, tendo que vender
todos os seus bens, inclusive a casa onde mora. Vocês sempre estiveram juntos
em todos os momentos de alegria, mas... E agora, como você pode ajudá-lo a
enfrentar essa situação de dificuldade? Ou ainda, quem sabe, considere que um colega de trabalho conta
a você que a esposa, inesperadamente, resolveu sair de casa e deixá-lo com a
guarda dos dois filhos pequenos. Você terá palavras para confortá-lo? Quando alguém passa por uma situação difícil de perda ou de
dor, apesar de querermos ajudar, quase sempre não sabemos como agir e nem
encontramos o que dizer; e, além disso, temos receio de que nossa tentativa
de auxílio possa piorar as coisas ainda mais. Mas, então, o que podemos fazer? Primeiramente devemos tomar consciência de que, nessas horas
difíceis, aquilo que a pessoa ‘menos precisa’ é de nossos conselhos. Devemos
lembrar sempre das Sagradas Escrituras, onde Jó, ao
passar por um enorme sofrimento, tudo o que queria era a simpatia e a empatia
dos outros. Precisamos lembrar que nossos entes queridos simplesmente
desejam, nos momentos de grande sofrimento, a companhia de alguém quieto,
compreensivo, que escuta mais do que fala, e não julga nem deseja dar
conselhos. O melhor amigo que se pode ter é aquele que, nos momentos
difíceis, está pronto para oferecer um abraço compreensivo e carinhoso,
fazendo-se disponível para compartilhar um "nó na garganta".
E, acima de tudo, é aquele que está pronto para oferecer uma
oração, intercedendo junto ao Pai para o alívio daquele sofrimento. Nessas horas, não precisamos nos preocupar em encontrar as
palavras certas para dizê-las à pessoa que está aflita ou angustiada. Ao invés disso, devemos apenas fazer-nos
presentes, oferecendo uma oração sincera, pois Deus acolhe de imediato a
intercessão que fazemos por nossos entes queridos, tendo em vista que essas
são orações muito puras, plenas de amor e desprovidas de egoísmo. E,
concluindo, lembremos que foi exatamente essa ‘intercessão pelo próximo’ que
Nosso Senhor quis nos ensinar, quando, durante a última ceia, disse a Simão
Pedro: -“Simão, Simão...
roguei por ti...” (S.
Lucas 22, 31-32). “alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (Romanos
12,15) Texto escrito por e publicado no jornal “O Capuchinho”, Ano VI – Jan/Fev
de 2005, Paróquia de N. Sra. das Mercês, Curitiba – PR. Para recomendar esta página a alguém, clique no escudo acima. |